Obardô

No Godofredo, ingredientes do Norte de Minas são privilegiados, como neste petisco com carne de sol, manteiga de garrafa e mandioca

Novos sabores para um reduto tradicional

Diferentes estabelecimentos que chegam ao bairro Santa Tereza revelam uma gradual diversificação no perfil da região mais boemia da cidade Um turista qualquer que procure informações sobre Belo Horizonte no site da prefeitura, irá descobrir, nestes termos, que o Santa Tereza, bairro da região Leste, é o mais boêmio da capital mineira. Os entendidos no assunto vão confirmar essa informação, enumerando as características que fazem desse local parada obrigatória para os que trocam o dia pela noite e vivem de mesa em mesa.

Mas, se antes as serestas ao ar livre e os botecos rústicos - que serviam no máximo dois tipos de cerveja e batata frita no palito - reinavam absolutos, hoje há uma diversidade muito maior de estabelecimentos que são inaugurados anualmente, demonstrando o quão diversificado pode ser o cardápio.

Foi justamente a busca por essa pluralidade que levou os sócios Cristiano Barros e Léo Mille a abrirem Obardô, há pouco mais de três meses, em uma histórica casa na rua Mármore. "Queríamos montar o estabelecimento em um bairro fora da região Sul e chegamos a esse imóvel da década de 1930.

Além disso, o próprio bairro tem a ver com a nossa proposta de aproximar passado e futuro", explica Cristiano. O contemporâneo está defendido no cardápio do bar, assinado pelo chef Ricardo Caput com consultoria do chef Beto Haddad, do restaurante Bangkok. Assim, entradas frias, como o tartare de salmão, iscas com molhos inusitados e sanduíches relembram, em parte, o sabor oriental que Beto defende. "Também temos alguns pratos principais, como uma massa com camarões, um filé ao molho de ameixas e um peito de frango com o molho de espinafre", conta Cristiano. Outro diferencial da casa, entre os mais comuns do bairro que raramente apresentam sons para além das vozes dos clientes, é a programação musical, ainda em teste. Em relação às

 bebidas, as tradicionais cervejas estupidamente geladas dão espaço para as artesanais, refrigeradas com rigor e limites para que o paladar seja aguçado. A maior parte dos 30 rótulos é produzida em Minas Gerais e ainda há carta de vinhos, com bebidas da França e do Chile, por exemplo, que não deixa a desejar aos restaurantes da região Sul. Bebidas incomuns para bares do Santa Tereza, aliás, também ganham destaque no Odeon, poucos metros distante. Além de trabalharem com as cervejas mineiras, os sócios possuem um carta com mais de 50 rótulos importados. Para acompanhar, petiscos sofisticados, inclusive vegetarianos, como os cogumelos salteados.

Recentemente, também houve investimento nas saladas, que ganharam um menu específico, algo impensado nos botecos tradicionais. "É uma opção leve e que tem ótima saída. Elas podem, inclusive, harmonizar com as cervejas", explica o sócio Guilherme Brandão. Segundo ele, a música também foi uma estratégia para atrair o público, já que o sucesso das apresentações de samba aos sábados, ocorridas no último verão, levou a inclusão de outros shows ao vivo, algo que, há poucos anos, não era encontrado nos botecos da região.

A música também está presente no Godofredo Bar, não por coincidência comandado pelo filho do cantor Beto Guedes, o músico Gabriel Guedes e sua sócia Luciane Mendes. No menu, os pratos remetem ao Norte de Minas, como a porção de bolinho de moranga com carne-seca, mas também há clássicos revistos, como as iscas de filé, flambadas na vodca, e o quiabo servido com cogumelos e molho shoyo.

Fonte : Jornal O Tempo

Aline Gonçalves

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